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  1. O desejo não acaba mas o corpo acaba, com Bernardo Carvalho | entrevista

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    Entrevista de Isabel Lucas | Fotografias de Pedro Loureiro | LER - verão 2018

    Até que ponto o desejo é político? Na literatura, o desejado está do lado da verdade ou da mentira? Como é que se está a escrever sobre o desejo e de que forma ele parece estar apagado do discurso político. Este é o princípio de uma conversa com o escritor brasileiro Bernardo Carvalho, 57 anos, autor de teatro, contos e romance – a maior parte publicados em Portugal –, vencedor de alguns dos mais importantes prémios de língua portuguesa, voz dissonante que procura não replicar modelos e que em 2016 publicou um romance polémico, que dividiu a crítica. Simpatia pelo Demónio, conta a história de um homem que tem a missão de combater a violência global mas incapaz de se proteger a violência causada pelo seu próprio desejo. O livro ainda não chegou a Portugal, mas o escritor transforma essa escrita numa discussão abrangente sobre o tempo presente que pede a normalização de comportamentos e de que resulta uma literatura que funciona sobretudo como um espelho dessa norma. É o momento em que se foge aos caos através de convenções limitadoras da criatividade, diz Bernardo Carvalho numa conversa que quer fazer frente a uma literatura impostora. (...)

     

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  2. Os cursos de educação e formação de adultos, nível secundário: impacto e novos desafios | tese

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     Autor: Ferreira, Ana Paula Faria | 2016 | Ver/Abrir

     

    Resumo

    A presente investigação, que se insere na área de especialização de Educação Sociedade e Desenvolvimento, debruça-se sobre os cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA) de nível secundário (NS).

     

    Estes cursos, da responsabilidade da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP), surgem como uma oferta de educação e formação para os adultos que pretendem adquirir habilitações escolares e/ou competências profissionais.

     

    Dada a centralidade que a aprendizagem ao longo da vida (ALV) tem vindo a assumir na nossa sociedade e o aumento significativo de adultos que voltaram à escola, torna-se importante caracterizar os modelos de formação implementados e avaliar o seu impacto, contribuindo, desta forma, para uma compreensão mais aprofundada deste fenómeno educativo.

     

    Nesse âmbito, a investigação realizada organiza-se em torno de dois objetivos principais : avaliar o impacto dos cursos EFA-NS junto dos diferentes intervenientes e caracterizar as práticas pedagógicas implementadas. Uma vez que se pretende ter uma compreensão holística de um fenómeno atual, em processo de desenvolvimento, com características contextuais e multidimencionais, recorreu-se a uma abordagem qualitativa, mais precisamente à realização de um estudo de caso.

     

    A recolha de dados concretizou-se, essencialmente, através de entrevistas, observação das sessões de formação, questionários de opinião e análise documental. A análise dos dados seguiu uma estrutura organizativa, que derivou do enquadramento teórico, bem como dos próprios dados e das questões de investigação.

     

    Os dados obtidos ao longo deste estudo permitiram aferir a pertinência do modelo de educação e formação de adultos implementado nesta escola. Nesse sentido, foi efetuada a caracterização deste modelo, em especial as metodologias e as estratégias de intervenção utilizadas e analisada a sua adequação às recomendações institucionais e aos pressupostos. Foram, também, caracterizados os recursos humanos envolvidos - coordenador, mediador e formadores - e as metodologias de trabalho privilegiadas por esta equipa pedagógica.

     

    O estudo permitiu, também, conhecer o impacto dos cursos EFA-NS junto dos diferentes atores - equipa pedagógica e formandos. Face ao contexto de formação e aos resultados obtidos, foram apontados alguns desafios que se colocam atualmente a estes percursos de educação e formação de adultos.

     

    Referência: http://hdl.handle.net/10362/19121

     

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  3. Aprender a ler entre linhas na era digital | cristóbal cobo
     

     

    Comunicação feita por Cristóbal Cobo no dia 31 de outubro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, no âmbito da 2ª Conferência do PNL 2027.

     

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  4. Autonomia e Flexibilidade Curricular: o papel das Bibliotecas Escolares

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    Decorreu ontem em Portalegre, no Agrupamento de Escolas do Bonfim, uma reunião de trabalho dedicado ao tema “Autonomia e Flexibilidade Curricular: o papel das Bibliotecas Escolares".  Estiveram presentes 70 pessoas entre as quais diretores de escolas, coordenadores de departamentos,coordenadores dos diretores de turmas e professores bibliotecários.

     

    A sessão foi dinamizada pelas Coordenadoras Interconcelhias das Bibliotecas Escolares,  Ana Paula Ferreira e Fátima Bonzinho, bem como pelos assessores dos centros de formação responsáveis pelo acompanhamento do processo de implementação da autonomia e flexibilidade curricular nas escolas, Luísa Moreira pelo Cefopna, Paulo Tavares pelo ProfSor e Manuela Barreiros pelo Margua.

     

    Durante a sessão, foram apresentados e discutidos os documentos de referência da autonomia e flexibilidade curricular e os pressupostos que os norteiam.

     

    Posteriormente, foi criada uma situação simulada, no sentido de favorecer a reflexão em torno do papel que a biblioteca escolar pode assumir neste processo de autonomia que está a ser levado a cabo pelas escolas.

     

    O trabalho colaborativo e a necessidade de ver a biblioteca como um espaço que promove uma cultura de saber nas escolas e que favorece a autoformação de professores e alunos, foi o mote para a apresentação de exemplos de planos de ação da biblioteca, em articulação com o projeto educativo e visando o desenvolvimento das competências chave elencadas no Perfil do aluno do século XXI.

     

    Foi ainda apresentado e discutido um exemplo de uma planificação em articulação com outras disciplinas, visando implementar um projeto que, para além das aprendizagens essenciais, promove o desenvolvimento de multiliteracias.


    Uma biblioteca que vive e respira para além das paredes e que encontra respostas para os percursos diferenciados que cada agrupamento está a seguir, foi a proposta apresentada e que foi recebida com entusiasmo pelos presentes.

  5. Adolescência - revista júnior de investigação

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    AdolesCiência é uma publicação electrónica de caráter multidisciplinar, com arbitragem científica independente e disponível em acesso aberto.

     

    O primeiro número foi publicado, como previsto a 30 de abril de 2012. O segundo número foi publicado a 24 de dezembro de 2013. O terceiro número de 2014 em dezembro de 2014. O quarto número em março de 2017 e o quinto número encontra-se já disponí­vel. Não podemos, por isso, deixar de dirigir umas palavras aos que se envolveram neste projeto, que aceitaram este desafio e que tornaram esta primeira fase possível.

     

    Agradecemos a todos os que, disponibilizando o seu tempo pessoal, aceitaram a tarefa de revisão dos trabalhos, sem a qual a edição em curso não existiria.

     

    Felicitamos os professores que acreditaram neste projeto e confiaram nos jovens, incentivando-os a participar.

     

    Felicitamos todos os jovens que aceitaram o desafio colocado pelos professores, se atreveram a percorrer este caminho e não desistiram quando essa era a vontade maior e a decisão mais fácil. São os primeiros jovens a desenvolver trabalhos deste género para uma revista também pioneira e isso deve ser motivo de orgulho para todos vós.

    (...)

     

    Ver Publicação atual: Vol. 5 n.º 1 - novembro de 2018.

    Descarregar revista completa: adolesCiência - Vol. 5 n.º 1 - novembro de 2018

     

    Referência: adolesCiência . (2015). Adolesciencia.ipb.pt. Retrieved 8 November 2018, from https://www.adolesciencia.ipb.pt/index.php/adolesciencia